quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Onde moram os segredos ?



Mais uma descoberta que compartilho com vocês. Mais uma das mediações da minha sogrinha Maria Neusa que não abre mão da "Agenda da Tribo" - uma  idéia que surgiu na verdade em 1989 quando um grupo de pessoas decidiu dar início à um projeto de produção autogestionária  e resolveram abrir uma editora. Esse projeto já dura 20 anos e ao longo de todo esse tempo já produziram livros, agendas, cadernos, índices telefônicos, cartões postais, pôsteres, camisetas,  entre outras tantas coisas bacanas.

Se vocês estiverem interessados em saber um pouco mais desse projeto que começou quando eu tinha só 3 aninhos de idade, acessem o site : http://www.livrodatribo.com.br/

Mas antes leiam um dos pequenos textos que fazem parte da edição 2009/2010 e descubram onde moram os SEUS  segredos ...


Onde moram os segredos?

Onde moram os segredos? 

Em mim descobri que a lembrança de meus pais mora em meus pulmões. Os sonhos habitam meus pés. O lugar dos desejos é na coluna. E eles chegam à pele. Afloram como brotoejas. 
As saudades vivem em meu estômago e fígado. Os medos nos meus intestinos. O amor, no meu sangue. Os rancores, também.
Meus segredos  enfeitam meu corpo inteiro.São pingentes de madrepérola. 
 

Luciana Bartoletto - Agenda da Tribo- 2009-2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Relato sobre lembranças...



Hojé é sábado... 

acordei às nove da manhã e só fui me levantar de verdade  mais de dez ...hehehe...
Por muito tempo me arrendi por essas horas perdidas, horas em que eu estava dormindo. ou dimplesmente sem fazer nada... hoje não mais, adoro aproveitar a caminha ainda quente, nesse inverno de números negativos.

Fiquei pensando se talvez não teria sido desperdício do tempo, ter ficado o dia todo em casa sem fazer exatamente nada de produtivo... mas depois pensei melhor e achei a resposta, e para explicar, nada melhor que contar como foi o meu dia !

Depois que me levantei e fiz minha rotina de "beleza" (lavar o rosto com sabonte próprio, cremes para olheira, protetor solar e hidratante), preparei um café da manhã moderado, afinal de contas já eram quase onze da manhã e logo logo a Amélie (a francesa que mora com a gente) chegaria em casa com um casal de amigos para comermos um saboroso "crèpe". 

Então comi minhas frutas com iogurte e cereal, liguei o computador, verifiquei meus e-mails e recados no orkut e quando já estava pronta pra ver um dos meus seriados prediletos, a Amélie chegou. 

Fechei meu computador e decidi tomar um banho já que meu cabelo estava "daquele" jeito ( sim, porque aqui se você sai na rua pra comprar pão parece que você foi numa super festa com váaaarios fumantes e consequentemente o seu cabelo fica cheirando cigarro). 

Então tomei meu banho e tive que repetir o "ritual" dos cremes....hahaha.... feito isso vesti minha roupa e fui me socializar com os amigos da Amélie e com o filinho de dois anos deles Hugo, já que ela mesma (a Amélie) estava dentro da cozinha preparando os "crèpes", e o Caique dessa vez estava dentro do quarto fingindo falar no telefone para assistir alguns episódios do seriado preferido dele...hehehe.... é eu sei.... coisa feia, também acho, mas fazer o que ? Eu tbm tenho esse vício e prefiro esse do que "outros" se é que vocês me entendem... rs

Passamos bons momentos juntos, eu e o Hugo, brincamos de carrinho e na hora de comer... NO STOP .... ele sentou no meu colo e continuamos a brincadeira.... ele é uma peça rara, um garotinho muito esperto que acabou comendo meu "crèpe à la nuttela"  todinho...rsrsrs...

Logo depois da sobremesa eles foram embora, o Hugo estava cansadinho, hora de dôdô, como os franceses dizem por aqui... lembrei do sobrinho lindinho Yuri.... ele também tem que ter a hora de dormir no meio da tarde.... bateu uma saudade daquele pentelinho....hehehe....

Depois de dizer "Au revoir" comecei minha saga no telefone - é aí que começa a minha reflexão sobre o dia perdido - Cheguei no quarto, o Caique estava conversando com a minha sogrinha, fiquei feliz e fui toda animadinha pra falar com ela também.... conversamos sobre vários assuntos e colocamos o papo em dia... e o melhor de tudo... matamos a saudade. Desliguei e o Caique já estava pronto pra ir trabalhar ... me despedi, afinal de contas ele ficaria longe das 15h à 22h30, ou seja, ele ainda não chegou em casa.

Falei com mais duas outras pessoas no telefone.... pessoas muito queridas.... mãe e filha.... pessoas encantadoras, dessas que a gente conhece pessoalmente mas sabe que já conhecia desde muuuuito tempo. Passamos mais de uma hora conversando, mesmo porque a ligação caiu várias vezes.... demos risadas, contamos as novidades, falamos sobre todos os assuntos possíveis e reforçamos o sentimento de reconhecimento -  acredito que amizades são reconhecidas. Depois de tantos minutos no telefone, nos despedimos e fiquei grata pelo momento de alegria!

Depois, liguei pra minha mãe.... à essa altura a Amélie já tinha saído de casa (no início do telefonema anterior) mas quem atendeu o telefone foi a minha irmã... e rimos juntas até a hora que a gente já sabe que o assunto acabou (e acreditem com a minha irmã o assunto não se estende tanto, ela só tem paciêcia no telefone com o meu cunhadinho querido Victor, né Vtitim? ) daí veio a mamys.... conversamos sobre vários assuntos - pois com ela até a bateria do telefone acaba, mas os assuntos nuncaaaa....rsrsrs - e foi exatamente o que aconteceu, ela pediu pra eu ligar mais tarde até que a bateria do telefone se recuperasse pra eu poder falar com a família toda.... ainda não liguei... mas depois conto se o papo acabou ou não....hehehe

Despois distarída na net, recebo uma mensagem instantânea do Elie, esposo da Dê .... vixi.... pensei - que coincidência, tinha pensado na Denise ontem o dia todo, quis ligar pra desejar feliz aniversário e me dei conta que não tinha o telefone dela - e aí ele me aperece assim do nada.... é claro que eu pedi o telefone e liguei na hora.... conversei com a Dê e matei a saudade daquela que me ensinou durante muito tempo aquilo que hoje é a minha profissão. 

Sim... minha professora de sapateado, que hoje é mãe do Mathias , um pequeno sagiatariano de 3 anos. Mora em Campinas e não usa mais os sapatos de sapateado. Conversamos sobre as atualidades, eu aqui e ela lá... e ficarei esperando a visita que ela disse que um dia talvez quem sabe poderá me fazer aqui em Lyon... matei a saudade e sozinha lembrei dos tempos que eu decidia ser professora quando ela decidia ir morar em Campinas.... e pensei nas idas e vindas.... e que seguimos, sempre em frente.

Mais uma vez na minha "zanzação" na net encontrei uma amiga querida e muito engraçada, a Ana Paula esposa do Nei. É isso mesmo, o Nei do Tabinha...rs
Conversamos sobre histórias atuais e antigas.... e eu ri, sorri, dei gargalhadas e fiquei muito feliz por esse encontro ao acaso virtual....  Falamos de sentimento e senti uma saudade imensa de um dia de agosto de 2009, em que estive na casa deles junto com a minha mãe, o Du e a Clara. Ana Paula fez uma lasanha inesquecível e passamos um dia maravilhoso juntos.... e revivi esses momentos com cores, cheros, sabores, sentidos...

... Foi aí que eu percebi o quanto eu aproveitei meu dia.... quantas lembranças me foram ativadas e quantos bons momentos eu revivi.... fiquei agradecida do fundo do coração e senti vontade que o dia não acabasse mais pra que eu pudesse reviver outros tantos bons momentos....


domingo, 17 de janeiro de 2010

Para começar... a pensar ...


" Há certos dias em que acordo com uma esperança demencial..."

Desde o final de 2009 eu quero compartilhar um trecho de um livro que eu mesma não li, mas fiquei com vontadede ler... que ninguém me apresentou formalmente mas disponibilizou por alguns dias de dezembro de 2009, em sua página de perfil.

(Mãe... depois me empresta o livro tá? rsrs)

Beijos compartilhantes e concordantes,

Iara

 
" ...Momentos em que sinto que as possibilidades de uma vida mais humana estão ao alcance das nossas mãos. Hoje é um dia desses. E então me ponho a escrever quase às apalpadelas da madrugada, com urgência, como alguém que saísse para a rua pedindo ajuda diante de uma ameaça de incêndio, ou como um navio que, a ponto de afundar, mandasse um último e fervoroso sinal para um porto que sabe póximo mas ensurdecido pelo barulho da cidade e pela infinidade de letreiros que confundem o olhar. Peço a vocês que paremos para pensar na grandeza que ainda podemos pretender se ousarmos avaliar a vida de outra maneira...Peço a vocês essa coragem que nos situa na verdadeira dimensão do homem...Há uma coisa que não falha, e é a convicção de que - unicamente - os valores do espírito podem nos resgatar deste terremoto que ameaça a condição humana... É urgente reconhecermos os espaços de encontro que podem nos salvar de uma multidão massificada assistindo isoladamente à televisão"

Trecho do livro : A Resistência do escritor Ernesto Sábato.